Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza cresceram 191,95% na Bahia em 2026, com 254 registros até março, contra 87 no mesmo período do ano passado, segundo a Sesab. No total, o estado contabiliza 1.732 casos e 62 mortes, número 26% menor que em 2025.
A influenza A, conhecida como “super gripe”, tem impulsionado o aumento das infecções respiratórias. Segundo a infectologista Clarissa Cerqueira, o cenário é esperado nesta época do ano. “São vírus que tendem a aumentar em períodos mais frios, com maior permanência das pessoas em ambientes fechados”, explica.
Ela também alerta para fatores que contribuem para o avanço dos casos. “A baixa cobertura vacinal e o relaxamento das medidas de prevenção ajudam na maior circulação dos vírus”, destaca.
Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dor de garganta. “Nos casos mais graves, pode haver falta de ar, quando o vírus atinge os pulmões”, completa a especialista.
A vacinação segue como principal forma de prevenção. “É fundamental que os grupos prioritários estejam com a vacina em dia”, reforça a pesquisadora Tatiana Portella.



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