Rio São Francisco: ausência de chuvas consistentes poderá acionar o “alerta vermelho” na barragem de Sobradinho

A situação do reservatório de Sobradinho é monitorada com preocupação. Em janeiro de 2026, o volume útil estabilizou-se em torno de 40%, o que posiciona o período atual como um dos registros mais baixos para o período em relação aos anos anteriores.

Essa informação foi obtida pela REDEGN, após publicação na manhã de quarta-feira (21), cujas fontes revelaram que a situação do reservatório de Sobradinho era “crítica”.

Confira na integra nota do CHBSF-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Assunto: Monitoramento Hídrico do Reservatório de Sobradinho e Impactos no Submédio São Francisco

O Reservatório de Sobradinho, pilar da estabilidade energética do Nordeste e regulador da transposição do Rio São Francisco (PISF), encontra-se em estado de atenção. Em janeiro de 2026, o volume útil estabilizou-se em torno de 40%, o que posiciona o período atual como um dos registros mais baixos para o período em relação aos anos anteriores. 

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, através do Coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Elias Silva destaca pontos de atenção quanto à Regulação e vazão, onde o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta segurança operacional para o momento; ao Clima e Neutralidade considerando que o cenário de neutralidade climática tem resultado em chuvas pontuais e localizadas, que, até o momento, não garantem o aporte necessário para a recuperação do volume útil, além de apresentarem baixos índices de infiltração no solo.

Segundo a CCR Submédio, a ausência de chuvas consistentes até esta data poderá acionar o “alerta vermelho”, exigindo a transição de medidas de mitigação para estratégias de convivência com a estiagem.

Encaminhamentos-A coordenação do Submédio São Francisco, em conjunto com a Sala de Crise da Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA), mantém monitoramento ininterrupto. O tema será objeto de debate prioritário na reunião da CCR (Câmara Consultiva Regional) em fevereiro, visando auxiliar os usuários de água da região para possíveis ajustes na gestão dos recursos hídricos.

Embora o cenário exija vigilância e prudência para evitar alarmismos, a prioridade é garantir a segurança hídrica para o consumo humano, a subsistência do sistema elétrico e a continuidade das atividades produtivas da bacia, condicionada à recuperação dos níveis através das chuvas esperadas na bacia do São Francisco.redegn Foto Ney Vital arquivo redegn

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