Cachês milionários colocam eventos privados em risco em Remanso e região

Há cerca de dez anos, Remanso e municípios vizinhos se destacavam no cenário regional como referência na realização de festas privadas, recebendo grandes artistas de projeção nacional e movimentando a economia local por meio do setor de eventos. Hoje, no entanto, essa realidade é bem diferente.

O segmento de eventos privados enfrenta um momento de forte instabilidade, impulsionado principalmente pela elevação expressiva dos cachês artísticos. Um levantamento recente revela os valores atualizados cobrados por alguns dos principais nomes da música brasileira, cifras que chegam a patamares milionários e já impactam diretamente a viabilidade financeira de festas particulares em diversas regiões do país, incluindo o norte da Bahia.

Para muitos produtores e contratantes, os valores são considerados excessivos, especialmente quando comparados ao tempo médio das apresentações, que gira em torno de 1 hora e 30 minutos. Esse cenário tem tornado o modelo de contratação praticamente inviável, afastando investidores e reduzindo drasticamente o número de grandes eventos privados realizados na região.

De acordo com projeções para o São João de 2026, os cachês médios praticados atualmente são os seguintes:

  • Wesley Safadão – R$ 1,5 milhão
  • Luan Santana – R$ 1,2 milhão
  • Simone Mendes – R$ 900 mil
  • Nattan – R$ 900 mil
  • Natanzinho Lima – R$ 850 mil
  • Xand Avião – entre R$ 750 mil e R$ 800 mil
  • Calcinha Preta – R$ 650 mil

Diante desses números, produtores locais relatam dificuldades para montar grades atrativas sem comprometer o equilíbrio financeiro dos eventos. A consequência direta é a diminuição de festas privadas de grande porte, que antes geravam empregos temporários, renda para comerciantes e fortaleciam o turismo regional.

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