{"id":43995,"date":"2018-02-05T09:47:34","date_gmt":"2018-02-05T12:47:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.remanso-noticias.com\/?p=43995"},"modified":"2018-02-05T09:47:34","modified_gmt":"2018-02-05T12:47:34","slug":"fora-da-formula-1-brasil-fica-para-tras-na-base-no-automobilismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/?p=43995","title":{"rendered":"Fora da F\u00f3rmula 1, Brasil fica para tr\u00e1s na base no automobilismo"},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_43996\" aria-describedby=\"caption-attachment-43996\" style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sena.jpg\" alt=\"\" width=\"932\" height=\"616\" class=\"size-full wp-image-43996\" srcset=\"https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sena.jpg 932w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sena-300x198.jpg 300w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sena-768x508.jpg 768w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sena-130x86.jpg 130w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/sena-187x124.jpg 187w\" sizes=\"auto, (max-width: 932px) 100vw, 932px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-43996\" class=\"wp-caption-text\">Brasil, S\u00e3o Paulo, SP. Ayrton Senna da Silva \u00e9 vice-campe\u00e3o mundial pela MacLaren. \u00c9 seu \u00faltimo ano na escuderia. Na foto, Senna agita a bandeira brasileira ap\u00f3s conquistar o GP Brasil, em S\u00e3o Paulo. O piloto vence em Interlagos debaixo de um temporal o que lhe valeu a alcunha de Ayrton Senna da &#8221; Chuva&#8221;. &#8211; Cr\u00e9dito:EDU GARCIA\/ESTAD\u00c3O CONTE\u00daDO\/AE\/Codigo imagem:6351<\/figcaption><\/figure>Pela primeira vez em 49 anos o Brasil n\u00e3o ter\u00e1 piloto na F-1. Com a sa\u00edda de Felipe Massa, o Pa\u00eds de reconhecidos campe\u00f5es mundiais ficar\u00e1 \u00f3rf\u00e3o de representante na temporada que come\u00e7ar\u00e1 dia 25 de mar\u00e7o. Para os pr\u00f3ximos anos, se quiser voltar, o Brasil precisar\u00e1 fazer esfor\u00e7o coletivo, na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas ouvidos pelo Estado.<\/p>\n<p>Falta de patrocinadores, pouco investimento na base, alto custo de entrada na F-1, aus\u00eancia de pilotos excepcionais, falta de forma\u00e7\u00e3o e at\u00e9 o comodismo foram apontados como causas para a aus\u00eancia de brasileiros no grid deste ano. Para mudar isso, \u00e9 necess\u00e1ria uma iniciativa que envolva empresas, pilotos, projetos junto ao governo e a lideran\u00e7a da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Automobilismo (CBA), dizem os especialistas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o adianta o esfor\u00e7o de um s\u00f3. A CBA sozinha, por exemplo, n\u00e3o vai conseguir fazer nada. \u00c9 preciso um trabalho da entidade junto ao Minist\u00e9rio do Esporte, com patrocinadores envolvidos e at\u00e9 os donos dos direitos de televis\u00e3o\u201d, diz Felipe Giaffone, refer\u00eancia no trabalho de base do automobilismo brasileiro. \u201cTemos de ter um grupo unido e com uma meta.\u201d<\/p>\n<p>Para o bicampe\u00e3o mundial Emerson Fittipaldi, a volta de um brasileiro ao grid da F-1 deve ser prioridade para o automobilismo do Pa\u00eds. Ele cobra apoio das empresas aos pilotos. \u201cTodo mundo quer aparecer na F-1, mas ningu\u00e9m quer ajudar. Falta apoio\u201d, diz Fittipaldi. \u201cA Petrobr\u00e1s patrocinou a Williams por dez anos [1998 A 2008] e n\u00e3o conseguiu colocar um piloto brasileiro l\u00e1. Agora estamos pagando o pre\u00e7o.\u201d<\/p>\n<p>Em sua avalia\u00e7\u00e3o, o automobilismo brasileiro poderia tentar repetir a iniciativa da Escuderia Telmex, criada pelo bilion\u00e1rio mexicano Carlos Slim para desenvolver a modalidade em seu pa\u00eds. \u201cH\u00e1 15 anos, Slim me disse: \u2018Meu sonho \u00e9 trazer o GP de volta para o M\u00e9xico e ter um mexicano na F-1\u2019. Nos \u00faltimos anos, a corrida mexicana \u00e9 considerada uma das melhores do calend\u00e1rio. E temos pilotos como o P\u00e9rez e outros chegando.\u201d<\/p>\n<p>Um projeto desta envergadura, na avalia\u00e7\u00e3o do ex-piloto de F-1 Luciano Burti, deveria ser liderado pela CBA. \u201cA confedera\u00e7\u00e3o poderia apresentar planos de forma\u00e7\u00e3o de base a empresas e patrocinadores, como bancos, petrol\u00edferas, TVs. \u00c9 um caminho vi\u00e1vel, um investimento para ter um piloto brasileiro na F\u00f3rmula 1 daqui a alguns anos.\u201d<\/p>\n<p>Presidente da CBA, Waldner Bernardo de Oliveira diz contar com recursos de projetos obtidos com isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda junto ao governo. Mas admite dificuldades na capta\u00e7\u00e3o efetiva dos recursos. \u201cA quest\u00e3o brasileira \u00e9 a capta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o o projeto\u201d, diz o cartola.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Estado (leia abaixo), ele diz estar focado em projetos na forma\u00e7\u00e3o de pilotos, sem preocupa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de colocar um na F-1. \u201cEntendemos que o papel da entidade n\u00e3o \u00e9 de fomentar a carreira de um piloto individualmente. Tem de fomentar o automobilismo como um todo. Um projeto de R$ 3 milh\u00f5es \u00e9 bem significativo para ajudar uma categoria. Mas \u00e9 quase nada para fomentar a carreira de um piloto\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para os especialistas, a aus\u00eancia de um brasileiro na F-1 \u00e9 resultado da falta de investimentos ao longo de d\u00e9cadas. \u201cN\u00e3o \u00e9 de hoje. Tivemos sorte no passado. Esta aus\u00eancia poderia ter acontecido antes\u201d, diz Giaffone, que \u00e9 comiss\u00e1rio esportivo internacional da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Automobilismo (FIA). \u201cDepois da era dos campe\u00f5es (Senna, Fittipaldi e Piquet), tivemos Rubinho e Massa, que seguraram esta esperan\u00e7a por anos. Foi a nossa sorte.\u201d<\/p>\n<p>Ele aponta o alto custo para a entrada na F-1 e o crescimento do automobilismo nacional, com a ascens\u00e3o da Stock Car, como fatores que tiraram pilotos brasileiros do caminho da F-1. \u201cNa minha \u00e9poca, n\u00e3o havia alternativas. Hoje pode-se correr na Stock Car sem precisar sair do Pa\u00eds. E os valores absurdos para entrar na F-1 n\u00e3o ajudam. Ou tem patrocinador por tr\u00e1s ou acabou o sonho.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o \u201ccomodismo\u201d contribuiu para reduzir o investimento na base. \u201cTodos estavam confort\u00e1veis achando que sempre teria algu\u00e9m na F-1. O brasileiro ficou acomodado e mal acostumado, achando que pilotos brotariam da terra. Agora caiu a ficha\u201d, diz Giaffone.<\/p>\n<p>Por consequ\u00eancia, a forma\u00e7\u00e3o ficou defasada. \u201cFicamos atrasados. Os demais pa\u00edses se desenvolveram e o Brasil ficou para tr\u00e1s\u201d, afirma Burti. \u201cHoje n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter talento.\u201d Os bons pilotos est\u00e3o a\u00ed ainda. \u201cNosso kart sempre tem bons momentos. O problema \u00e9 o passo seguinte. A F-3 \u00e9 deficiente.\u201d<\/p>\n<p>Fittipaldi, do alto de suas conquistas em n\u00edvel mundial, concorda. \u201cVoc\u00ea vai numa pista de kart hoje, em qualquer lugar do Brasil, e est\u00e1 cheio de talentos, de idades diferentes. S\u00f3 falta apoio financeiro\u201d, afirma.<\/p>\n<p><em>Estad\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez em 49 anos o Brasil n\u00e3o ter\u00e1 piloto na F-1. 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