{"id":43233,"date":"2017-12-15T10:56:33","date_gmt":"2017-12-15T13:56:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.remanso-noticias.com\/?p=43233"},"modified":"2017-12-15T10:56:33","modified_gmt":"2017-12-15T13:56:33","slug":"pais-tem-248-milhoes-de-pessoas-vivendo-na-miseria-mostra-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/?p=43233","title":{"rendered":"Pa\u00eds tem 24,8 milh\u00f5es de pessoas vivendo na mis\u00e9ria, mostra IBGE"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao.jpg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-43234\" srcset=\"https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao.jpg 1600w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao-300x225.jpg 300w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao-768x576.jpg 768w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao-74x55.jpg 74w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao-111x83.jpg 111w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao-215x161.jpg 215w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao-990x743.jpg 990w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/lixao-1320x990.jpg 1320w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/>O Brasil encerrou o ano de 2016 com 24,8 milh\u00f5es de brasileiros vivendo com renda inferior a \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas, o equivalente a R$ 220. O resultado representa um aumento de 53% na compara\u00e7\u00e3o com 2014, quando teve in\u00edcio a crise econ\u00f4mica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Isso significa que 12,1% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds vive na mis\u00e9ria, conforme aponta a S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Em 2016, o IBGE mudou a metodologia da SIS, passando a usar a amostra da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua, que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es de 3.500 munic\u00edpios. Antes, o IBGE usava a Pnad, que recolhe informa\u00e7\u00f5es de cerca de 1.000 cidades. Por conta disso, o IBGE considera que nem todos os dados da pesquisa de 2016 s\u00e3o compar\u00e1veis com os anos anteriores. Todavia, \u00e9 poss\u00edvel comparar as proje\u00e7\u00f5es relativas de cada uma das pesquisas, como o n\u00famero de pessoas que vivem com cada faixa de renda.<\/p>\n<p>Em 2014, o levantamento do IBGE mostrou que havia 16,2 milh\u00f5es de brasileiros com rendimento mensal abaixo de \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Assim, aumentou em 8,6 milh\u00f5es o n\u00famero de pessoas com esta faixa de renda em 2 anos.<\/p>\n<p>De acordo com a classifica\u00e7\u00e3o adotada pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), fam\u00edlias com renda de at\u00e9 \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo per capita vivem na chamada &#8220;pobreza extrema&#8221;. Aqueles que vivem com at\u00e9 meio sal\u00e1rio vivem em &#8220;pobreza absoluta&#8221;.<\/p>\n<p>Considerando a faixa de rendimento per capita entre \u00bc e \u00bd sal\u00e1rio m\u00ednimo, em 2016 havia mais 36,6 milh\u00f5es de brasileiros que poderiam ser classificados em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Na compara\u00e7\u00e3o com 2014, aumentou em 2,1 milh\u00f5es (6% a mais) o n\u00famero de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o por regi\u00f5es<br \/>\nO maior n\u00famero de pessoas em extrema pobreza estava concentrado na regi\u00e3o Nordeste \u2013 eram 13,1 milh\u00f5es de pessoas vivendo com menos de \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas na regi\u00e3o. O menor contingente de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o foi observado no Centro-Oeste \u2013 cerca de 900 mil pessoas <\/p>\n<p>Outras classifica\u00e7\u00f5es<br \/>\nEm n\u00edvel internacional, o Banco Mundial considera como situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema a linha de US$ 5,5 por dia para consumo individual. Em 2016, esse valor correspondia, no Brasil, ao rendimento mensal de R$ 387,15 por pessoa, de acordo com o IBGE.<\/p>\n<p>Com base nesta classifica\u00e7\u00e3o, havia no pa\u00eds 52,2 milh\u00f5es de brasileiros em pobreza extrema. A maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o foi observada no Maranh\u00e3o (52,4% da popula\u00e7\u00e3o local), e a menor em Santa Catarina (9,4% da popula\u00e7\u00e3o local).<\/p>\n<p>Ainda com base nesta classifica\u00e7\u00e3o do Banco Mundial, o IBGE destacou que 42 em cada 100 crian\u00e7as com at\u00e9 14 anos de idade viviam em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, o que corresponde a 17,8 milh\u00f5es de pessoas nesta faixa et\u00e1ria. \u201cNo mundo, 50% dos pobres t\u00eam at\u00e9 18 anos\u201d, enfatizou o instituto.<\/p>\n<p>Desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de renda<br \/>\nOs dados refor\u00e7am a constata\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de que \u201co Brasil \u00e9 um pa\u00eds de alta desigualdade de renda, inclusive quando comparado a outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, regi\u00e3o do planeta onde a desigualdade \u00e9 mais pronunciada\u201d, segundo o IBGE..<\/p>\n<p>Para fazer esta an\u00e1lise, o IBGE fez tr\u00eas bases de compara\u00e7\u00e3o a partir do rendimento m\u00e9dio mensal domiciliar per capita e concluiu que:<\/p>\n<p>1% dos domic\u00edlios com maiores rendimentos tinha renda 38,4 vezes maior que 50% dos que t\u00eam menores rendimentos;<br \/>\n20% dos domic\u00edlios com maiores rendimentos tinham renda 18,3 vezes maior que 20% dos que t\u00eam menores rendimentos;<br \/>\n10% dos domic\u00edlios com maiores rendimentos tinham renda 16,3 vezes maior que 40% dos que t\u00eam menores rendimentos.<br \/>\nO IBGE observou, ainda, que se mant\u00e9m no pa\u00eds a desigualdade de renda por cor ou ra\u00e7a. Em 2016, entre os 10% da popula\u00e7\u00e3o com os menores rendimentos, 78,5% eram pretos ou pardos. No outro extremo, ou seja, dentre os 10% da popula\u00e7\u00e3o com os maiores rendimentos, apenas 24,8% eram pretos ou pardos.<\/p>\n<p>Condi\u00e7\u00f5es de moradia<br \/>\nOutra vari\u00e1vel usada pelo IBGE para avaliar a desigualdade econ\u00f4mico no Brasil foi observar as condi\u00e7\u00f5es de moradia da popula\u00e7\u00e3o. Os principais indicadores avaliados dizem respeito \u00e0 cobertura dos servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico e, segundo o instituto, t\u00eam \u201ccobertura significativamente menor entre a popula\u00e7\u00e3o com rendimento abaixo de 5,5 d\u00f3lares por dia\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, 63,7% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds tinha acesso a esgotamento sanit\u00e1rio por rede coletora ou rede pluvial, 84,9% tinha o domic\u00edlio abastecido com \u00e1gua por rede geral de distribui\u00e7\u00e3o e 89,5% tinham coleta direta ou indireta de lixo. J\u00e1 entre a popula\u00e7\u00e3o que vivia em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza estes percentuais foram, respectivamente, de 42,2%, 73,3% e 76,5%.<\/p>\n<p>O acesso simult\u00e2neo aos tr\u00eas servi\u00e7os b\u00e1sicos de saneamento foi de 62,1% para o total da popula\u00e7\u00e3o e de 40,4% para a parcela em situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema. A Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo foi a que apresentou a maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas (95,2%) com acesso aos tr\u00eas servi\u00e7os, enquanto a menor foi observada na Grande Teresina (7,4%).<\/p>\n<p>Pobreza al\u00e9m da renda<br \/>\nAo ampliar a an\u00e1lise da pobreza para al\u00e9m da renda, ou seja, para quest\u00f5es relacionadas \u00e0 saneamento b\u00e1sico e educa\u00e7\u00e3o, o IBGE constatou que, em 2016, 64,9% do total da popula\u00e7\u00e3o brasileira possu\u00eda ao menos uma caracter\u00edstica que o colocava no que o IBGE classifica como \u201cpobreza multidimensional\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, \u201ca evolu\u00e7\u00e3o de indicadores monet\u00e1rios pode diferir de indicadores n\u00e3o monet\u00e1rios de tal forma que o crescimento econ\u00f4mico n\u00e3o seja suficiente para garantir progresso\u201d. A partir desta reflex\u00e3o, o instituto avaliou, al\u00e9m da renda e do acesso a saneamento b\u00e1sico, o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social, \u00e0 moradia adequada e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e concluiu que:<\/p>\n<p>28,6% da popula\u00e7\u00e3o tinha restri\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o<br \/>\n15,2% popula\u00e7\u00e3o tinha restri\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social<br \/>\n12% da popula\u00e7\u00e3o tinha restri\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0s condi\u00e7\u00f5es adequadas de moradia<br \/>\n37,9% da popula\u00e7\u00e3o tinha restri\u00e7\u00e3o de acesso aos servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico<br \/>\n32,1% popula\u00e7\u00e3o tinha restri\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o (internet)<\/p>\n<p>O IBGE enfatizou que \u201co acesso a direitos \u00e9 uma quest\u00e3o fundamental para se ter um desenvolvimento inclusivo\u201d e que a an\u00e1lise destes dados \u201c\u00e9 relevante para direcionar pol\u00edticas\u201d p\u00fablicas para se combater a pobreza no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil encerrou o ano de 2016 com 24,8 milh\u00f5es de brasileiros vivendo com renda inferior a \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas, o equivalente a R$ 220. 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