{"id":22895,"date":"2015-05-10T12:00:00","date_gmt":"2015-05-10T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.remansonoticias.com.br\/?p=22895"},"modified":"2015-05-10T12:00:00","modified_gmt":"2015-05-10T15:00:00","slug":"em-4-meses-inflacao-no-brasil-passa-meta-do-ano-todo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/?p=22895","title":{"rendered":"Em 4 meses, infla\u00e7\u00e3o no Brasil passa meta do ano todo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.remansonoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/RTEmagicC_c21b6e4733.jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.remansonoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/RTEmagicC_c21b6e4733.jpg.jpg\" alt=\"RTEmagicC_c21b6e4733.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22896\" srcset=\"https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/RTEmagicC_c21b6e4733.jpg.jpg 620w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/RTEmagicC_c21b6e4733.jpg-300x225.jpg 300w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/RTEmagicC_c21b6e4733.jpg-74x55.jpg 74w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/RTEmagicC_c21b6e4733.jpg-111x83.jpg 111w, https:\/\/portal.remanso-noticias.com\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/RTEmagicC_c21b6e4733.jpg-215x161.jpg 215w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o ultrapassou, apenas nos quatro primeiros meses de 2015, a meta perseguida pelo governo para o ano todo, que \u00e9 de 4,5%. O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA atingiu 4,56% no ano at\u00e9 abril, o maior resultado para o per\u00edodo desde 2003. A despeito do intervalo de toler\u00e2ncia (dois pontos para mais ou menos), o teto da meta tamb\u00e9m fica cada vez mais para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Em 12 meses, a alta \u00e9 de 8,17%, a maior em desde dezembro de 2003. Na leitura mensal, por\u00e9m, o IPCA desacelerou a 0,71% em abril, quase metade do verificado em mar\u00e7o, diante da menor press\u00e3o da energia el\u00e9trica. O resultado ficou abaixo do esperado em m\u00e9dia pelo mercado financeiro.<\/p>\n<p>Mesmo assim, foi o mais elevado para o m\u00eas desde 2011, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). \u201cDe jeito nenhum \u00e9 uma infla\u00e7\u00e3o baixa\u201d, ponderou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de \u00cdndices de Pre\u00e7os do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cVemos que v\u00e1rios itens importantes no or\u00e7amento das fam\u00edlias apresentaram resultados bastante significativos, como o condom\u00ednio. Da\u00ed podemos inferir que alguns itens est\u00e3o contaminando outros, como no caso da energia el\u00e9trica, que pode ter levado ao aumento de outros itens\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A conta de luz ficou 1,31% mais cara em abril, bem menos do que o aumento m\u00e9dio de 22,08% observado um m\u00eas antes. Por\u00e9m, eleva\u00e7\u00f5es passadas est\u00e3o sendo incorporadas agora aos pre\u00e7os de estabelecimentos como restaurantes e at\u00e9 por produtores de alimentos, que citaram a energia como uma press\u00e3o de custo. \u201cA difus\u00e3o da alta da energia \u00e9 r\u00e1pida, ocorre entre um e dois meses.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, isso ainda deve pressionar o IPCA de maio e junho\u201d, comentou o economista-chefe da Gradual Investimentos, Andr\u00e9 Perfeito. Nos \u00faltimos 12 meses, a energia el\u00e9trica subiu 59,93%. Juros O resultado anunciado hoje, por\u00e9m, n\u00e3o deve mudar os planos do Banco Central em rela\u00e7\u00e3o aos juros, avaliou a economista Alessandra Ribeiro, s\u00f3cia da Tend\u00eancias Consultoria Integrada. \u201cO resultado do IPCA n\u00e3o traz nada de novo em termos de pol\u00edtica monet\u00e1ria\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo ela, as preocupa\u00e7\u00f5es continuam, pois o n\u00facleo da infla\u00e7\u00e3o, medida utilizada por economistas para retirar tanto os pre\u00e7os que sobem muito como aqueles que caem demais, segue elevado. Perfeito prev\u00ea que a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, hoje em 13,25%, chegue a 14,5% at\u00e9 o fim do ano, diante da necessidade de melhorar as expectativas para 2016.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), o economista aposta em uma eleva\u00e7\u00e3o de mais 0,5 ponto porcentual. Em abril, a maior press\u00e3o individual veio dos rem\u00e9dios, que avan\u00e7aram 3,27% em fun\u00e7\u00e3o do reajuste autorizado pelo governo no fim de mar\u00e7o. Sozinhos, eles responderam por 0,11 ponto porcentual na infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os alimentos, por sua vez, responderam por um ter\u00e7o do IPCA. Embora tenham perdido for\u00e7a, eles ficaram 0,97% mais caros, puxados pelo tomate, que subiu 17,90%. \u201cO tomate \u00e9 um produto muito sens\u00edvel ao clima e \u00e0 \u00e1gua. A seca tem afetado o produto n\u00e3o s\u00f3 na sua qualidade, mas tamb\u00e9m na sua oferta\u201d, explicou Eulina, do IBGE.<\/p>\n<p>Presente na mesa de quase todos os brasileiros, o p\u00e3o franc\u00eas ficou 1,75% mais caro em fun\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio. Al\u00e9m disso, a infla\u00e7\u00e3o de abril ainda foi impulsionada por aumentos nas passagens a\u00e9reas, nas roupas masculinas e femininas e nos eletrodom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Por outro lado, gasolina e etanol ficaram mais baratos, o que provocou queda de 0,91% nos combust\u00edveis no m\u00eas passado. Em maio, os pre\u00e7os administrados devem voltar a pressionar, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica.<br \/>\n<em><br \/>\n<strong>Fonte:<\/strong> Correio 24h<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o ultrapassou, apenas nos quatro primeiros meses de 2015, a meta perseguida pelo governo para o ano todo, que \u00e9 de 4,5%. O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA atingiu 4,56% no ano at\u00e9 abril, o maior resultado para o per\u00edodo desde 2003. 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